Mariane Simon
A informática está presente em todas as ações do cotidiano, por isso é de extrema importância o acesso à informação, principalmente no mercado de trabalho e no ensino. Porém, o conhecimento ainda está restrito às classes economicamente superiores.
Com o intuito de diminuir esse problema, foram criados os ‘Telecentro’, nas cidades do estado de São Paulo, onde a população tem acesso a microcomputadores e a aulas de informática, gratuitamente.
Para Thiago Guimarães, coordenador de uma unidade ‘Telecentro’, a transformação social pode começar através de projetos que incentivem uma equiparação de conhecimento. “O acesso à informação, proporcionada pelo uso dos computadores conectados à internet, pode levar à inclusão social”.
O projeto criado por Marta Suplicy, na prefeitura de São Paulo tem dados frutos, inclusive a criação de oficinas que complementam a inclusão digital. O projeto não se limita a ensinar ferramentas e utilização de computadores, mas busca um crescimento do participante pessoal, intelectual e social. A iniciativa tem dado tão certo que outros órgãos têm criado centros de informática semelhantes:
· A Rede Floresta de Telecentros
· O Telecentro de Informações e Negócios
Para Guimarães, a falta de indicadores de qualidade dos projetos de inclusão digital se torna um problema, pois não há formas de avaliar se os objetivos do projeto são alcançados integralmente por todos os envolvidos. Para o coordenador, “não adianta só instalar computadores na periferia e falar em cidadania, precisamos saber, via indicadores, os resultados do projeto”. “A demanda não seria só saber acessar, mas saber o que acessar na internet”, finaliza Thiago.
Essas iniciativas, como a criação dos telecentros, precisam ser disponibilizadas para um número maior de pessoas para que haja um aumento quantitativo e qualitativo de pessoas incluídas digitalmente.


