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Archive for novembro \03\UTC 2008

O FUTURO PODE SER AGORA

Posted by jornalutopia em novembro 3, 2008

Segunda-feira é o dia mais agitado da semana, aula de português nocursinho de manhã, inglês a tarde, no intervalo entre as turmas; aula de inglês particular e para terminar o dia, inglês no cursinho a noite.

Esse é apenas um dia da semana da “teacher” Éllen Cintra. Com apenas 23 anos é formadaem Letras- Inglês em uma Universidade particular e em um curso de Inglês,onde depois de receber o certificado de capacitação está apta a lecionar a língua.

Qualquer horário na sua agenda está lotado, todos os sábados ela viaja para São Paulo onde participa das aulas de especialização em Língua Inglesa.

Muitas vezes ela precisou trabalhar a noite como caixa de uma boate para complementar o salário e poder comprar livros e pagar seu transporte para a universidade. “Me formar sempre foi meu sonho e dos meus pais também, foi uma grande conquista, pois enfrentei muitos obstáculos e preconceitos”se emociona Ellen. O esforço da jovem foi recompensado quando pegou seu diploma e começou a lecionar.

Para facilitar a entrada de jovens nas universidades o governo oferece vários tiposde bolsas voltadas para o ensino superior como o Prouni (Programa Universidade para Todos),Fies(Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), Escola da Família e o Adote um universitário,este é uma parceria entre a Universidade de Franca e empresas privadas de diversos setores da cidade.

Segundo o MEC foram beneficiados com o Prouni desde sua criação em 2004 cerca de 385mil estudantes, dos quais 270 mil com bolsas integrais. Contando com o Fies como parceiro desde 2007 possibilita ao estudante que tem bolsa parcial do Prouni financiar os outros 50% da mensalidade.

Para os estudantes que não conseguiram participar de algum tipo de bolsa, a chave negócio é não desanimar e correr atrás do sonho, e da necessidade de ter um diploma de ensino superior ou técnico.“A minha força de vontade é o que determinou o que eu sou hoje, lutei e consegui” conclui Éllen. Então é importante otimizar o tempo e começar a se preparar para a concorrência no mercado de trabalho o quanto antes.

CONHEÇA MAIS SOBRE AS BOLSAS

PROUNI ( Programa Universidade para Todos)

http://prouni-inscricao.mec.gov.br/PROUNI/Oprograma.shtm

FIES ( Fundo de Financiamento ao Estudante do

Ensino Superior)

http://www3.caixa.gov.br/fies/

ESCOLA DA FAMÍLIA

http://www.escoladafamilia.sp.gov.br/

ADOTE UM UNIVERSITÁRIO

http://200.170.150.33:8084/SitePrefeitura/leis/editais/Adote/2007/Decreto.pdf

Por Rosyane Silva

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Centros de informática criam alternativas em comunidades carentes

Posted by jornalutopia em novembro 2, 2008

Mariane Simon

A informática está presente em todas as ações do cotidiano, por isso é de extrema importância o acesso à informação, principalmente no mercado de trabalho e no ensino. Porém, o conhecimento ainda está restrito às classes economicamente superiores.

 

Com o intuito de diminuir esse problema, foram criados os ‘Telecentro’, nas cidades do estado de São Paulo, onde a população tem acesso a microcomputadores e a aulas de informática, gratuitamente. 

 

Para Thiago Guimarães, coordenador de uma unidade ‘Telecentro’, a transformação social pode começar através de projetos que incentivem uma equiparação de conhecimento. “O acesso à informação, proporcionada pelo uso dos computadores conectados à internet, pode levar à inclusão social”.

O projeto criado por Marta Suplicy, na prefeitura de São Paulo tem dados frutos, inclusive a criação de oficinas que complementam a inclusão digital. O projeto não se limita a ensinar ferramentas e utilização de computadores, mas busca um crescimento do participante pessoal, intelectual e social. A iniciativa tem dado tão certo que outros órgãos têm criado centros de informática semelhantes:

·         A Rede Floresta de Telecentros

·         O Telecentro de Informações e Negócios

Para Guimarães, a falta de indicadores de qualidade dos projetos de inclusão digital se torna um problema, pois não há formas de avaliar se os objetivos do projeto são alcançados integralmente por todos os envolvidos. Para o coordenador, “não adianta só instalar computadores na periferia e falar em cidadania, precisamos saber, via indicadores, os resultados do projeto”. “A demanda não seria só saber acessar, mas saber o que acessar na internet”, finaliza Thiago.

Essas iniciativas, como a criação dos telecentros, precisam ser disponibilizadas para um número maior de pessoas para que haja um aumento quantitativo e qualitativo de pessoas incluídas digitalmente.

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Hip Hop: A voz e vez de uma sociedade desigual

Posted by jornalutopia em novembro 2, 2008

 

Mariane Simon

A influência cultural afro na sociedade brasileira se dá de diversas formas, entre as principais estão o samba, o caboclinho, o maracatu, o movimento Mangue Beat e, inclusive a capoeira. Essas várias formas de manifestação têm atraído cada vez mais um número maior de jovens, principalmente os de periferia que se dedicam a cultiva o movimento Hip Hop.

O Hip Hop é formado por elementos que expressam a arte desenvolvida nas periferias e funcionam como formas de manifestação de seus artistas, são eles: rap (música), break (dança) e grafite (desenho). Mesmo tendo uma mesma origem, o movimento brasileiro sofreu diferenciações devido à influências da cultura local, conquistando uma personalidade única. A estudante Maria Rafaela aponta uma das principais características: “No Brasil, o Hip Hop é mais consciente, quer ver o povo melhorar, prega a informação”, revela.

No Brasil, a pluralidade cultural teve papel importante na construção de um movimento com características nacionais como o rap com uma levada de samba, break com elementos semelhantes á capoeira e grafites criados com cores mais vivas. O samba tem mais em comum com o Hip Hop, ambos são manifestações culturais trazidos da periferia para toda sociedade, além é claro, do preconceito sofrido em momentos históricos diferentes.

O Hip Hop mostra que as formas de expressão cultural podem ser usadas a favor de medidas que modifiquem a realidade brasileira. Por isso, o Hip Hop tem dado muita ênfase para as ações práticas, promovendo oficinas, informando as pessoas e criando projetos que incentivem o desenvolvimento das comunidades mais carentes e que podem alcançar seus objetivos através da criatividade e do auto – desenvolvimento.

Para o artista Chico Science, o movimento foi uma forma de expressar sua arte aliada à manifestação social. Em uma de suas conhecidas expressões, o artista que foi um dos principais nomes do Hip Hop brasileiro, ele mostra o caminho de transformação indicado pelo movimento: “Eu me organizando, posso desorganizar”.

 

 

 

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Brasil mostra a sua cara!

Posted by jornalutopia em novembro 2, 2008

                                                                                                                                                    Mariane Simon

O Carnaval é uma festa popular, que adquire características diferentes em cada região brasileira.

Os cultos religiosos emprestam um colorido especial à festa em terras baianas. No Rio de Janeiro, as escolas de samba protagonizam o espetáculo visto por milhões de pessoas em todo o mundo. Em Pernambuco, um só bloco reúne 1,5 milhão de foliões. Em São Paulo, a moderna passarela do samba reúne escolas cada vez mais belas e luxuosas, levando aos paulistanos e turistas um carnaval com identidade própria.

Luxo e beleza marcam os desfiles e shows. As músicas, fantasias e alegorias trazem temas importantes sobre história, problemas brasileiros ou então, homenagem a  personalidades do Brasil e do mundo.

Desde o início o carnaval é uma comemoração, na qual todos se misturam, onde a desigualdade social desaparece em alguns momentos.  Obviamente, não se extingue, mas deixa a sensação de que todos são iguais e que a separação existente no cotidiano não existe. No carnaval, as pessoas se distanciam dos problemas e acreditam, mesmo que por uns instantes, que todos são iguais, ouvem a mesma música, consomem os mesmos produtos, não tem diferenças.

É estranho pensar que somente no carnaval as pessoas não pensem nos problemas, ou tentam se igualar. Porém, assim que acaba a folia, cada um vai para seu lado viver com seu grupo social e, os jornais param de mostrar todos sorrindo e dançando e voltam a colocar a desigualdade social em primeiro plano.

Será que não é possível deixar de mascarar os problemas através de uma euforia passageira e passar a utilizar a maior festa popular mundial para lançar uma alerta em relação aos problemas enfrentados pelo Brasil e por todo planeta? Fica a dúvida.

 

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