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Hip Hop: A voz e vez de uma sociedade desigual

Posted by jornalutopia em novembro 2, 2008

 

Mariane Simon

A influência cultural afro na sociedade brasileira se dá de diversas formas, entre as principais estão o samba, o caboclinho, o maracatu, o movimento Mangue Beat e, inclusive a capoeira. Essas várias formas de manifestação têm atraído cada vez mais um número maior de jovens, principalmente os de periferia que se dedicam a cultiva o movimento Hip Hop.

O Hip Hop é formado por elementos que expressam a arte desenvolvida nas periferias e funcionam como formas de manifestação de seus artistas, são eles: rap (música), break (dança) e grafite (desenho). Mesmo tendo uma mesma origem, o movimento brasileiro sofreu diferenciações devido à influências da cultura local, conquistando uma personalidade única. A estudante Maria Rafaela aponta uma das principais características: “No Brasil, o Hip Hop é mais consciente, quer ver o povo melhorar, prega a informação”, revela.

No Brasil, a pluralidade cultural teve papel importante na construção de um movimento com características nacionais como o rap com uma levada de samba, break com elementos semelhantes á capoeira e grafites criados com cores mais vivas. O samba tem mais em comum com o Hip Hop, ambos são manifestações culturais trazidos da periferia para toda sociedade, além é claro, do preconceito sofrido em momentos históricos diferentes.

O Hip Hop mostra que as formas de expressão cultural podem ser usadas a favor de medidas que modifiquem a realidade brasileira. Por isso, o Hip Hop tem dado muita ênfase para as ações práticas, promovendo oficinas, informando as pessoas e criando projetos que incentivem o desenvolvimento das comunidades mais carentes e que podem alcançar seus objetivos através da criatividade e do auto – desenvolvimento.

Para o artista Chico Science, o movimento foi uma forma de expressar sua arte aliada à manifestação social. Em uma de suas conhecidas expressões, o artista que foi um dos principais nomes do Hip Hop brasileiro, ele mostra o caminho de transformação indicado pelo movimento: “Eu me organizando, posso desorganizar”.

 

 

 

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