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Archive for the ‘Cultura’ Category

Centros de informática criam alternativas em comunidades carentes

Posted by jornalutopia em novembro 2, 2008

Mariane Simon

A informática está presente em todas as ações do cotidiano, por isso é de extrema importância o acesso à informação, principalmente no mercado de trabalho e no ensino. Porém, o conhecimento ainda está restrito às classes economicamente superiores.

 

Com o intuito de diminuir esse problema, foram criados os ‘Telecentro’, nas cidades do estado de São Paulo, onde a população tem acesso a microcomputadores e a aulas de informática, gratuitamente. 

 

Para Thiago Guimarães, coordenador de uma unidade ‘Telecentro’, a transformação social pode começar através de projetos que incentivem uma equiparação de conhecimento. “O acesso à informação, proporcionada pelo uso dos computadores conectados à internet, pode levar à inclusão social”.

O projeto criado por Marta Suplicy, na prefeitura de São Paulo tem dados frutos, inclusive a criação de oficinas que complementam a inclusão digital. O projeto não se limita a ensinar ferramentas e utilização de computadores, mas busca um crescimento do participante pessoal, intelectual e social. A iniciativa tem dado tão certo que outros órgãos têm criado centros de informática semelhantes:

·         A Rede Floresta de Telecentros

·         O Telecentro de Informações e Negócios

Para Guimarães, a falta de indicadores de qualidade dos projetos de inclusão digital se torna um problema, pois não há formas de avaliar se os objetivos do projeto são alcançados integralmente por todos os envolvidos. Para o coordenador, “não adianta só instalar computadores na periferia e falar em cidadania, precisamos saber, via indicadores, os resultados do projeto”. “A demanda não seria só saber acessar, mas saber o que acessar na internet”, finaliza Thiago.

Essas iniciativas, como a criação dos telecentros, precisam ser disponibilizadas para um número maior de pessoas para que haja um aumento quantitativo e qualitativo de pessoas incluídas digitalmente.

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Hip Hop: A voz e vez de uma sociedade desigual

Posted by jornalutopia em novembro 2, 2008

 

Mariane Simon

A influência cultural afro na sociedade brasileira se dá de diversas formas, entre as principais estão o samba, o caboclinho, o maracatu, o movimento Mangue Beat e, inclusive a capoeira. Essas várias formas de manifestação têm atraído cada vez mais um número maior de jovens, principalmente os de periferia que se dedicam a cultiva o movimento Hip Hop.

O Hip Hop é formado por elementos que expressam a arte desenvolvida nas periferias e funcionam como formas de manifestação de seus artistas, são eles: rap (música), break (dança) e grafite (desenho). Mesmo tendo uma mesma origem, o movimento brasileiro sofreu diferenciações devido à influências da cultura local, conquistando uma personalidade única. A estudante Maria Rafaela aponta uma das principais características: “No Brasil, o Hip Hop é mais consciente, quer ver o povo melhorar, prega a informação”, revela.

No Brasil, a pluralidade cultural teve papel importante na construção de um movimento com características nacionais como o rap com uma levada de samba, break com elementos semelhantes á capoeira e grafites criados com cores mais vivas. O samba tem mais em comum com o Hip Hop, ambos são manifestações culturais trazidos da periferia para toda sociedade, além é claro, do preconceito sofrido em momentos históricos diferentes.

O Hip Hop mostra que as formas de expressão cultural podem ser usadas a favor de medidas que modifiquem a realidade brasileira. Por isso, o Hip Hop tem dado muita ênfase para as ações práticas, promovendo oficinas, informando as pessoas e criando projetos que incentivem o desenvolvimento das comunidades mais carentes e que podem alcançar seus objetivos através da criatividade e do auto – desenvolvimento.

Para o artista Chico Science, o movimento foi uma forma de expressar sua arte aliada à manifestação social. Em uma de suas conhecidas expressões, o artista que foi um dos principais nomes do Hip Hop brasileiro, ele mostra o caminho de transformação indicado pelo movimento: “Eu me organizando, posso desorganizar”.

 

 

 

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Brasil mostra a sua cara!

Posted by jornalutopia em novembro 2, 2008

                                                                                                                                                    Mariane Simon

O Carnaval é uma festa popular, que adquire características diferentes em cada região brasileira.

Os cultos religiosos emprestam um colorido especial à festa em terras baianas. No Rio de Janeiro, as escolas de samba protagonizam o espetáculo visto por milhões de pessoas em todo o mundo. Em Pernambuco, um só bloco reúne 1,5 milhão de foliões. Em São Paulo, a moderna passarela do samba reúne escolas cada vez mais belas e luxuosas, levando aos paulistanos e turistas um carnaval com identidade própria.

Luxo e beleza marcam os desfiles e shows. As músicas, fantasias e alegorias trazem temas importantes sobre história, problemas brasileiros ou então, homenagem a  personalidades do Brasil e do mundo.

Desde o início o carnaval é uma comemoração, na qual todos se misturam, onde a desigualdade social desaparece em alguns momentos.  Obviamente, não se extingue, mas deixa a sensação de que todos são iguais e que a separação existente no cotidiano não existe. No carnaval, as pessoas se distanciam dos problemas e acreditam, mesmo que por uns instantes, que todos são iguais, ouvem a mesma música, consomem os mesmos produtos, não tem diferenças.

É estranho pensar que somente no carnaval as pessoas não pensem nos problemas, ou tentam se igualar. Porém, assim que acaba a folia, cada um vai para seu lado viver com seu grupo social e, os jornais param de mostrar todos sorrindo e dançando e voltam a colocar a desigualdade social em primeiro plano.

Será que não é possível deixar de mascarar os problemas através de uma euforia passageira e passar a utilizar a maior festa popular mundial para lançar uma alerta em relação aos problemas enfrentados pelo Brasil e por todo planeta? Fica a dúvida.

 

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Desigualdade em prosa, verso etc

Posted by jornalutopia em outubro 15, 2008

 

Sérgio Bernardes

O que você faz quando não está trabalhando, estudando ou fazendo uma atividade rotineira? Com certeza você dedica boa parte de seu tempo livre com entretenimento. A participação que o entretenimento tem na vida das pessoas influencia no comportamento da sociedade? Quando elas se afastam de suas atividades diárias e param para ver os vários tipos de mídias existentes, será que as pessoas possuem um entretenimento com qualidade ou, simplesmente utilizam para uma distração?

 A dúvida que fica é:

As obras das diversas mídias oferecem reflexão ou são os próprios espectadores que se desprendem de idéias presentes na obras?

Se você respondeu que deve ser um pouco de cada, tem razão. Muitas produções artísticas e jornalísticas divulgam a realidade de forma bastante direta, mas não é tão eficaz devido a situações que interferem na construção das mensagens, como inserções de assuntos de menor relevância ou de nenhuma importância. Isso tudo dificulta a interpretação de cada espectador, pois o transporta para outro assunto, não permitindo uma reflexão aprofundada.

 

E chega-se a um ponto de reflexão:

Como as diversas mídias que utilizamos poderiam servir para transformar atual situação de todos em nosso país e no mundo. Artistas e personalidades nas mais diversas áreas e épocas produziram, através de suas obras, mensagens relevantes que merecem destaque na exposição de assuntos relacionados à desigualdade social. Ficar atento às diversas formas artísticas e informativas que te cercam é condição fundamental para se distinguir quem se aproxima dos objetivos de muitos cantores, escritores, artistas plásticos e celebridades.

 

Horizontes

É possível constatar que as obras apresentam conteúdo que possibilita a reflexão sobre desigualdade. Portanto é uma escolha do próprio espectador se utilizará o seu tempo somente para distrair-se ou refletirá sobre a sociedade em que vive e que faz parte fundamental do contexto social.

Definir quais serão os produtos de entretenimento que estarão em alta na mídia depende muitas vezes dos próprios espectadores, que escolhem por uma determinada obra. Portanto, cabe a todos que têm acesso aos vários meios, sejam eles artísticos ou jornalísticos, definir quais são os formatos das produções e reflexões sobre a sociedade que farão parte do futuro. Sempre pense antes de se deixar entreter sem que haja reflexão sobre o que está na sua frente.

 

“A arte só oferece alternativas a quem não está prisioneiro dos meios de comunicação de massas”. Humberto Eco

  + Leia mais:

 ‘O cortiço’ revela curiosidades sobre a vida carioca

Um mundo real nas lentes de Sebastião Salgado

‘Minha periferia’ chega a novas comunidades

‘O meu guri’ é alerta para a sociedade

Desigualdade social no horário nobre

‘Cidade de Deus’: realidade brasileira tipo exportação

Portinari transporta a expressividade humana para telas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Portinari transporta a expressividade humana para telas

Posted by jornalutopia em outubro 15, 2008

Quem nunca se deparou a analisar uma das mais conhecidas obras de Cândido Portinari, Os retirantes? A obra revela em seus traços uma realidade vivenciada por muitos nordestinos, ainda hoje.  Através de pinceladas fortes e cores suaves, a obra expõe a imagem de pessoas em total miséria que abandonam seus locais de origem para fugir da pobreza extrema que vivem.

Portinari foi um importante artista plástico, pois retratou em muitas de suas telas um país dos excluídos, não se preocupando em retratar somente paisagens ou a nobreza. Outras obra de uma relação estreita com a realidade, são as telas Criança Morta, Morro e Café. As obras de Portinari somam um total de quase cinco mil obras, que vão desde pequenos desenhos a murais imensos. Um fator relevante é que grande parte da obra do pintor, 95%, está em coleções particulares, longe da fonte que inspirou suas telas. O pintor nascido no início do século 20 é considerado um dos maiores nomes das artes plásticas no mundo. Com um acervo de aproximadamente 5 mil obras, Portinari retratou uma síntese de aspectos da sociedade brasileira, além é claro de se preocupar com questões mundias, como os dois grandes painéis que estão na sede das Organizações das Nações Unidas, em Nova Iorque, intitulados Guerra e Paz.

+Conheça mais sobre ‘Portinari’

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‘Cidade de Deus’: realidade brasileira tipo exportação

Posted by jornalutopia em outubro 14, 2008

O filme, dirigido por Fernando Meirelles, foi indicado a quatro categorias do Oscar, em 2004. A história do filme é narrada pelo personagem Buscapé que retrata a formação de um dos bairros mais perigosos do Rio de Janeiro na década de 80. Neste contexto, Buscapé foge das armadilhas que o destino prepara e ele se dedica à fotografia, escapando da vida ligada ao crime, tradição do lugar onde vive.

O filme é um retrato fiel da proximidade do mundo criminoso com os moradores de periferia existente no Brasil. Para produzir o filme, o diretor optou pela utilização de atores da comunidade que fossem amadores e, à partir daí, conseguiu transmitir uma verossimilhança maior para os espectadores.

A obra de Fernando Meirelles participou dos principais festivais de cinema de todo mundo, incluindo o Festival de Cannes, onde teve seu lançamento internacional. O filme entra na lista de filmes dramáticos brasileiros que ganham repercussão na mídia mundial, por retratar uma realidade próxima das populações mais carentes no País.

 

Saiba mais sobre ‘Cidade de Deus’

 

 

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Um mundo real nas lentes de Sebastião Salgado

Posted by jornalutopia em outubro 14, 2008

Sebastião Salgado se tornou, ao longo do tempo, um dos fotógrafos mais respeitados no mundo, não somente por sua técnica apurada, mas também por sua dedicação em retratar a realidade enfrentada por milhares de pessoas em todo o mundo. Em um de seus ensaios mais impressionantes, Fome no Sahel, o fotógrafo mostra a difícil situação vivenciada na África, no período de 1984 a 1985.

Neste ensaio ele retrata a miséria vivida por pessoas em vários países africanos, como Etiópia, Mali e Sudão. As imagens impressionam pela grande reafirmação da realidade que é de conhecimento de muitos, mas poucos realmente tomam atitudes que diminuam a grave escassez de recursos básicos para moradores de regiões afetadas diretamente pela exploração e pelas condições naturais.

Outros dois ensaios de grande importância de Sebastião Salgado são Outras Américas e Trabalhadores, a vida de brasileiros e de povos latino-americanos são mostrados de uma forma real e divergente da que é retratada pela maioria dos veículos de comunicação. Através dos ensaios do fotógrafo, a América Latina continua a ser palco de uma das maiores desigualdade de classes existentes no mundo.

 

+ Veja os ensaios completos     

 

                             

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‘O meu guri’ é alerta para a sociedade

Posted by jornalutopia em outubro 14, 2008

O caso de Chico Buarque é extraordinário, um dos compositores que mais tratou do tema desigualdade em suas músicas, seja econômica, cultural ou de direitos. A letra é uma das obras que influenciaram e continuam a levar reflexão a diversas pessoas de posições sociais diferentes.

O meu guri faz referência clara ao caso da violência urbana causada pela desigualdade de renda. O personagem central da música é um garoto que vive com problemas financeiros e que passa a cometer assaltos para conseguir uma renda para se manter. A canção leva a pensar nos seguintes aspectos: Até que ponto a falta de recursos básicos interfere no amadurecimento de jovens?

A desigualdade é capaz de produzir frutos devido à sua influência ou cada indivíduo já nasce com as características que irá demonstrar durante a vida? Dedicar algum tempo para conhecer a obra de Chico Buarque é uma possibilidade de obter um retrato fiel da sociedade brasileira.

 

‘O meu guri’

+ Saiba mais sobre o músico

 

 

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‘Minha periferia’ chega a novas comunidades

Posted by jornalutopia em outubro 14, 2008

O quadro apresentado por Regina Casé no Fantástico, programa jornalístico exibido aos domingos pela Rede Globo, é com certeza uma das principais ferramentas de divulgação do comportamento nas periferias do Brasil e do mundo. O quadro se dedica a mostrar a forma de viver, interagir e pensar de moradores de favelas e áreas de pobreza. Um dos destaques é a inclusão de dados estatísticos sobre problemas agravados pela insuficiência de renda nestes locais. Os temas apresentados vão desde violência doméstica a empregos informais. O que diferencia o quadro de outras reportagens é a utilização de informações mais amplas e diversificadas, atingindo um número maior de temas e, portanto, não se limita aos problemas. Em um dos programas gravados em Moçambique, Regina Casé revela um dos inúmeros salões a céu aberto que modificam os penteados dos moradores. Acreditar neste diferencial é uma das marcas da atriz e apresentadora que sempre se ofereceu programas que mostrassem a verdadeira realidade existente no Brasil. Em seu extinto programa Brasil Legal, ela viajou por todo país mostrando pessoas que mesmo não tendo uma condição estável, conseguiam criar alternativas que abrandassem os graves problemas que os cercavam.

 

+ Saiba mais sobre o programa

 

 

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‘O cortiço’ revela curiosidades sobre a vida carioca

Posted by jornalutopia em outubro 14, 2008

Um dos livros mais famosos do escritor Aluísio Azevedo trata de um tema bastante complexo existente nos dias atuais: habitação. A obra traz uma referência direta a um cortiço carioca do século 19. Nesta época o Brasil já possuía problemas de habitação e isso é revelado no texto de O Cortiço. Em sua descrição o autor, revela uma relação bastante próxima entre a classe média e a marginalidade.

O cortiço passa uma grande transformação ao longo do livro e se transforma numa moradia dedicada a classe média. Um dos personagens centrais do livro, João Romão, persiste por toda a narrativa em sua fixação em acumular fortuna à custa de exploração dos mais pobres e assumir uma posição social semelhante a de seus vizinhos que vivem cercados de luxo, mas estão em verdadeira decadência.

A obra de Aluísio Azevedo no transporta para uma imagem alegórica da vida que cerca os moradores de zonas precárias. Para isso, ele acumula uma série de comportamentos, histórias e falas que se apropriam de características dessas pessoas que existem até hoje em nosso País. Uma série de dramas humanos são retratados no livro e que ganham mais veracidade devido a influência que o cortiço exerce sobre seus moradores, tudo passa a ser mais real do ponto de vista social.

 

+ Leia mais sobre ‘O cortiço’

 

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